A o abordar o fechamento da Escola João 23, mesmo com a denúncia do IBGE, que há, em Tubarão, 1.203 adolescentes e jovens, em idade escolar, fora da escola, mencionei que “a incompetência e a falácia empurram a nossa cidade para dias bem piores”.
Mencionei ainda que até os minimamente informados sabem que crianças e adolescentes, fora da escola, têm futuro sombrio: desemprego, subemprego e maior propensão a serem vítimas ou autoras da violência que desassossega a todos, de forma crescente.
E que, deveriam, as autoridades, em vez de fechar escolas, adequá-las com cursos que oferecem perspectivas de emprego e renda ou de ingresso e permanência nos cursos superiores concorridos, para que estes jovens retornem e outros não se evadam.
Abordo, desta vez, o escabroso caso da ponte da vergonha, quer dizer, da Congonha. Quanto tempo vai demorar e quanto vai custar para o esfolado contribuinte aquela travessia de apenas 68 metros? Some os gastos do primeiro projeto, que ficou menor que o espaço da ponte, com os gastos do segundo, que não previu o impacto do aterro na obra e, do terceiro, que pretende corrigir os anteriores.
Some, também, aos gastos de todos que, nestes dois anos, percorreram distância maior, tiveram seus produtos encarecidos e do que se deixou de investir na região praieira devido à impossibilidade de utilizar aquela travessia. Some, tudo, ao custo da obra que, do estratosférico R$ 1,5 milhão, foi para o indecente R$ 1,7 milhão.
Os carpinteiros que construíram a anterior, que durou quase 30 anos, utilizaram alguns eucaliptos, palanchões e pregos. Construiriam a próxima, por preço e prazo, no mínimo, dez vezes menor, para durar, pelo menos, mais 30 anos.
Ora, está se construindo uma ponte de concreto e com duas pistas! Mas a este custo e por todo este tempo? Em recente artigo publicado, opinei que os incompetentes, da mesma forma que os ladrões do dinheiro público, deveriam, também, ser presos e devolver o dinheiro público desperdiçado.
Eles contribuem, muito mais que os outros ladrões, para que “o dinheiro dos cinco meses de trabalho por ano, de cada brasileiro, drenado via impostos – que deveria ir para saúde, educação, segurança, infraestrutura e outros – seja consumido sem proveito”.
Foi o que demonstrou o balanço auditado da Petrobras, em abril deste ano. O rombo maior não foi da roubalheira (R$ 6 bilhões), como se imaginava, devido à contundência da divulgação, mas dos erros nos projetos e na ineficiência na condução destes (R$ 44 bilhões).
Alguma semelhança, no quesito incompetência, com a ponte da vergonha, quer dizer, da Congonha?
Enquanto não se prendem os incompetentes e não se tem devolvido o dinheiro público por eles desperdiçado, que se troque os eleitos que os indicam. A incompetência e a ladroagem ou a competência e a seriedade iniciam ou podem terminar na eleição. O eleitor deve lembrar disto antes de votar. Depois, somente resta pagar a conta.

